Debates da Mostra Contemporânea

Durante a realização da 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental serão promovidos debates logo após a exibição de filmes dos eixos temáticos Economia, Energia, Campo, Cidades e Povos e Lugares, com a presença dos diretores.

No dia 21 de março (sexta feira) será realizado debate com o diretor de “Febre do Ouro”, Andrew Sherburne, a partir das 20h30 no Cine Livraria Cultura, logo após a exibição do filme. A mediação do debate será feita por Aron Belinky. Produção norte americana de 2013. o filme testemunha a chegada da Goldcorp Inc em uma aldeia remota da Guatemala. Presas na mira de um frenesi mundial pelo ouro, Diodora, Crisanta e Gregoria resistem à ameaça às suas terras ancestrais diante de graves conseqüências.

Andrew Sherburne, diretor de "Febre do Ouro"

Andrew Sherburne, diretor de “Febre do Ouro”

No dia 22 de março (sábado) será realizado debate com o diretor de “Metamorphosen”, Sebastian Mez, a partir das 19h no Cine Livraria Cultura. Participa do debate Joaquim de Carvalho,  doutor em Energia pela USP, e mestre em Engenharia Mecânica, com ênfase em Energia Nuclear pela PUC-Rio e pesquisador associado ao Instituto de Energia e Eletrotécnica da USP. A mediação do debate será feita por Fabio Feldmann. Produção alemã de 2013, o filme o filme conta a história de pessoas que moram em um dos lugares mais contaminados por radiação do planeta – região Ural do sul da Rússia. Fato desconhecido pelo público, a região foi irradiada repetidamente por diferentes acidentes da instalação nuclear Mayak, a primeira a produzir material físsil para armas nucleares da União Soviética, ainda hoje ativa. O filme capta um perigo que não é perceptível ou visível, assim como a força das pessoas que têm que lidar com ele.

Sebastian Mez, diretor de "Metamorphosen"

Sebastian Mez, diretor de “Metamorphosen”

No dia 23 de março (domingo) será realizado debate com a diretora de “Lamento dos Camponeses”, Julie  Schroell, a partir das 19h no Cine Livraria Cultura. A mediação do debate será feita por Luiz Carlos Beduschi Filho. O filme, produção de Luxemburgo de 2011, parte em busca dos últimos agricultores restantes no país, ao mesmo tempo em que explora os efeitos da industrialização, a política de subsídios da União Europeia e a ascensão da agricultura orgânica.

Lamento_dos_camponeses_Julie Schroell

No dia 24 de março (segunda feira) será realizado debate com o diretor de “Vila no fim do Mundo”, David Katznelson, a partir das 20h30 no Cine Livraria Cultura. A mediação do debate será feita pela antropóloga Bela Feldman-Bianco. O filme, produção do Reino Unido de 2013, aborda o caso de Niaqornat, no Noroeste da Groenlândia, que tem uma população de 59 pessoas. Se a população cair abaixo de 50, a vila perde seus subsídios dinamarqueses e corre o risco de ter todos os seus habitantes transferidos para a cidade mais próxima. Sabemos que existem pressões latentes em um lugar como este – o gelo está derretendo, o governo não quer mais subsidiar o navio de abastecimento que traz o alimento que não pode ser caçado, e as pessoas estão partindo devido à falta de trabalho. O filme reflete os dilemas da maioria das pequenas comunidades de todo o mundo, retratando um dos lugares mais remotos da Terra.

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No dia 26 de março (quarta feira) será realizado debate com o diretor de “A Escala Humana”, Andreas M Dalgaard, a partir das 20h30 no Cine Livraria Cultura. Participam do debate Nabil Bonduqui e Ermínia Maricato. A mediação será feita por Matthew Shirts. O filme, produção dinamarquesa de 2012, mostra alternativas para tornar as megacidades mais humanas. 50% da população mundial vive em áreas urbanas. Até 2050 esse número chegará a 80%. Viver em uma megacidade é tanto encantador quanto problemático. Hoje enfrentamos escassez de petróleo, mudanças climáticas, solidão e diversos problemas de saúde devido ao nosso estilo de vida. Mas por que? O arquiteto e professor dinamarquês Jan Gehl estudou o comportamento humano em cidades ao longo de 40 anos. Ele documentou como cidades modernas repelem a interação humana e argumenta que podemos construir cidades de uma forma que leve em consideração necessidades humanas de inclusão e intimidade.

Andreas M Dalsgaard, diretor de "A Escala Humana" - foto de Nicolas Servide Staffolani

Andreas M Dalsgaard, diretor de “A Escala Humana” – foto de Nicolas Servide Staffolani

A realização da 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é possível graças ao apoio do Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Estado da Cultura, Programa de Ação Cultural 2013, através do qual patrocinam o projeto a Eaton e White Martins. O evento conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Programa de Pós-Gradução em Ciência Ambiental da USP (Procam), Instituto de Estudos Avançados da USP, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, Centro Universitário Maria Antônia, Cinusp, Secretaria Municipal de Cultura, Centro Cultural São Paulo, Galeria Olido, Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, Rede Nossa São Paulo, Instituto Pólis, Instituto Pepsico, Instituto Akatu, Matilha Cultural, Le Monde Diplomatique Brasil, Revista Piauí, Instituto Envolverde, Rádio Eldorado, Rádio Estadão e Catraca Livre.

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