Ecofalante promove oficinas de formação para professores durante a itinerância

450 profissionais da rede pública de Bragança Paulista, Santos e Sorocaba receberam formação nos meses de outubro e novembro

A Itinerância da 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que atingiu 16 cidades entre outubro e novembro de 2014, promoveu, além das sessões de cinema e debates, oficinas de formação continuada para professores da rede pública de ensino. Nestas oficinas, que tiveram duração de sete dias, foram abordados o uso da linguagem audiovisual na sala de aula e a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a partir da exibição do filme Trashed: para onde vai o nosso lixo?, produção do Reino Unido de 2012 que olha para os riscos causados pelo lixo para a cadeia alimentar e o meio ambiente através da poluição do nosso ar, terra e mar.

Dois especialistas desenvolveram as atividades com os educadores de outubro a novembro deste ano: Claudio Aguiar Almeida abordou o uso do audiovisual em sala de aula e Gina Rizpah Besen explorou a questão dos resíduos sólidos.

Em Santos, 100 professores participaram das atividades, nos dias 30/09 e 01/10

Em Santos, 100 professores participaram das atividades, nos dias 30/09 e 01/10

“Foi uma evolução natural da Mostra, que é na verdade uma plataforma de meio ambiente, educação e cidadania”, avalia Chico Guariba, diretor da Ecofalante. “Já promovemos debates durante a Mostra, e a formação de professores foi uma continuidade deste processo, para que eles próprios sejam capazes de promover debates com os alunos. É uma forma de democratizar o conhecimento ainda mais, o que é, afinal, a função desses filmes.”

Durante as reuniões com as escolas parceiras, as diretorias manifestaram interesse e carência deste tipo de formação. “Quando procuramos as diretorias de ensino e secretarias municipais, não queríamos só levar os alunos para ver filmes. É muito importante mostrar as múltiplas possibilidades do audiovisual usado neste contexto. A sessão não termina nela mesma, há inúmeras possibilidades de explorar os temas em diversas áreas de ensino. A escolha do filme Trashed: para onde vai o nosso lixo? Foi bastante adequada, porque aborda um tema transversal que tem tudo a ver com o dia a dia dos alunos”, finaliza Guariba.

Em Bragança Paulista, participaram do processo de formação os chamados professores mediadores, profissionais que são responsáveis pela mediação entre professores, alunos, pais e diretores nas escolas. Eles terão função de multiplicadores, levando o que aprenderam na formação para outras 11 cidades da região.

Linguagem cinematográfica e resíduos sólidos

Claudio Aguiar, especializado em história do cinema, demostrou como utilizar materiais audiovisuais como recursos didáticos. “Ver um filme é sempre uma atividade lúdica. Quando a luz se apaga e o filme começa a ser exibido na tela, o aluno esquece que está na escola e embarca na história. Mas isso não impede o educador de direcionar os alunos para os aspectos mais importantes da obra, para além da história em si”, aconselha o historiador. O filme Trashed – Para onde vai o nosso lixo? pode ser abordado por diversas áreas do conhecimento, como química, biologia e língua portuguesa. Este caráter interdisciplinar do audiovisual pode ajudar muito a trabalhar vários pontos de vista a partir de um mesmo filme.

A formação em Bragança ocorreu em 25/09

A formação em Bragança ocorreu em 25/09

Já Gina Rizpah Besen chama a atenção para o tema e conteúdo do filme, que denunciam a geração excessiva de resíduos, e como seu tratamento e disposição ainda não são adequados. “É uma oportunidade rara trabalhar um tema tão importante como a Política Nacional de Resíduos Sólidos com um grupo tão grande de professores de várias áreas do ensino médio”, avalia. “Foi muito interessante perceber que a Política e os princípios de reduzir, não gerar, reciclar e só dispor o lixo que sobra (rejeito) ainda não tinham chegado aos professores, e o quanto eles estão sensíveis a esse conhecimento.”

Na oficina, os professores se reuniram para discutir as ações que já foram implantadas em suas instituições. “Em geral os projetos eram muito voltados para a coleta seletiva na escola, mas não tinha quase nada sobre consumo sustentável. E mesmo em coleta seletiva, eram mais voltados para os materiais recicláveis, plásticos, papel e metal, mas não abordavam muito sobre compostagem de resíduos orgânicos, que também é importante”, define Rizpah.

As oficinas aconteceram entre 25 de setembro e 10 de novembro de 2014, antecipando a chegada da Itinerância da 3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. O Programa de formação terá continuidade e expansão na próxima edição da Mostra.

Com mais dias, Sorocaba recebeu as oficinas de 06/10 a 10/10

Com mais dias, Sorocaba recebeu as oficinas de 06/10 a 10/10

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