Filme “Para Onde Foram as Andorinhas?”, exibido na Mostra Ecofalante, é disponibilizado na internet

Produção do ISA – Instituto Sociambiental e do Instituto Catitu mostra os efeitos das mudanças climáticas no Parque Indígena do Xingu

Exibido na Conferência do Clima da ONU (COP) 21, em Paris, onde foi aplaudido, em escolas e CEUs de São Paulo, na 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental e outros festivais, o filme “Para Onde Foram as Andorinhas?” (Brasil, 2015, 22′) está agora disponível na internet. O objetivo, segundo a diretora Mari Corrêa, é que ele atinja o público mais abrangente possível.

Produzido pelo Instituto Socioambiental e pelo Instituto Catitu, o filme nos leva para dentro do Parque Indígena do Xingu, onde os efeitos do desmatamento e das mudanças climáticas são claros, assim como seu impacto nos ciclos da natureza e, consequentemente, no modo de vida indígena. “Nossa intenção foi de transmitir a voz dos índios de forma direta e simples, de fazer com que o público escute o que eles têm a dizer”, conta a diretora, que participou da mesa de debate sobre terra indígena na 5ª Mostra, junto com o roteirista do filme, Paulo Junqueira, e Jerá Giselda, da etnia Guarani Mbya.

Apesar de trabalhar na reserva há mais de 20 anos, Corrêa conta como foi desolador, e ainda impactante, se debruçar sobre essa questão. Por isso, quis deixar no filme o tom de “murro no estômago” que sentiu ao produzi-lo. “É importante pensar nisso, até na nossa própria condição, aqui na cidade. Pensar no que fazemos, nos posicionar. Reconhecer que desmatamento não é brincadeira”, diz.

E a mensagem vem sendo recebida pelo público. Moisés Yanomami, um dos indígenas que atendeu uma das sessões do filme durante a Mostra, no Reserva Cultural, ficou sensibilizado com a situação desses que considera seus parentes:

Para Claudio Angelo, jornalista da área ambiental e também um dos debatedores da 5ª Mostra, o filme é curto mas “vale mais” do que relatórios científicos e conferências internacionais. “Para a população do Xingu pouca importância têm os últimos papers de detecção e atribuição na Nature ou na Science, ou os relatórios do IPCC, ou o debate com os negacionistas. Mudança climática para eles significa, hoje, falta de comida e maior dependência dos brancos. Todo o calendário agrícola virou do avesso. Todo o ciclo de vida deles virou do avesso”, comenta. E recomenda: Pare tudo o que estiver fazendo e assista.

Confira no Vimeo:

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