Itinerância da 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental acontece em outubro em 14 cidades do Estado de São Paulo

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Filmes que já mobilizaram público de 23 mil pessoas entre março e junho chegam a 21 unidades do Sesc, universidades e diversos espaços culturais

Filmes de excelente qualidade, sobre temas socioambientais da atualidade, serão exibidos em 14 cidades do Estado de São Paulo entre 04 e 30 de outubro. É quando acontece a Itinerância da 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, realizada pela Ecofalante e pelo Sesc São Paulo, democratizando ainda mais o acesso à cultura e ao debate já tradicionais do evento. A partir de um programa com 25 títulos, contemporâneos e de diversos países, o público poderá refletir sobre mudanças climáticas, indústria da moda, agricultura familiar, cooperativismo, recursos naturais, especulação imobiliária e muitas outras questões.

As atividades acontecem em 21 unidades do Sesc, da capital, interior e litoral, e 19 outros espaços, entre universidades, espaços públicos e culturais. As cidades que recebem a Itinerância são Bauru, Catanduva, Jundiaí, Monte Alto, Osasco, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo, Sorocaba e Taubaté.

Toda a programação é gratuita e pode ser conferida nos sites www.ecofalante.org.br/mostra e www.sescsp.org.br/ecofalante2016.

“O Sesc, que já desenvolve ações no campo da educação socioambiental de maneira contínua, acredita que os filmes e atividades propostas na itinerância da 5ª Mostra Ecofalante colaborarão para a reflexão de que viver com qualidade tem total consonância com o respeito a todas as formas de vida. Acredita também que a busca por um ambiente equilibrado passa por perceber-se parte dele, incorporando valores e atitudes em prol da sustentabilidade planetária”, define Tania Perfeito Jardim, assistente técnica da Gerência de Educação para Sustentabilidade e Cidadania do Sesc São Paulo.

Para o diretor da Mostra Ecofalante, Chico Guariba, a itinerância é preciosa por ampliar o alcance dos filmes e das discussões. “Os filmes selecionados raramente entram no circuito comercial de cinema, sendo festivais como a Ecofalante uma de suas únicas janelas de exibição. Através do Sesc e da Itinerância conseguimos expandir ainda mais esse trabalho, levando cultura e reflexões que acreditamos serem essenciais para o exercício da cidadania”, declara Guariba.

Os filmes são produções da Alemanha, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, EUA, França, Índia, México, Reino Unido, Venezuela e outros. O Céu e a Geleira (França, 2015), de Luc Jacquet (diretor do aclamado A Marcha dos Pinguins), é um dos destaques do programa. Acompanha o glaciologista Claude Lorius numa viagem pelo ártico e pela história do clima do planeta Terra, registrada no gelo por milhares de anos. Enquanto as pesquisa do cientista provam o aumento desenfreado da temperatura global, nos documentários Isso Muda Tudo (EUA/Canadá, 2015) e O Mercado da Dúvida (EUA, 2014) acompanhamos os bastidores dos chamados “negacionistas do clima”, pessoas contratadas para disseminar dúvidas sobre a existência e causas das mudanças climáticas. Ambos são baseados em livros consagrados: “Tudo Pode Mudar – Capitalismo vs Clima”, de Naomi Klein, e “Merchants of Doubt”, de Erik Conway e Naomi Oreskes.

"O Céu e a Geleira", de Luq Jaquet

“O Céu e a Geleira”, de Luq Jaquet

Da Competição Latino-Americana da 5ª Mostra Ecofalante itineram alguns títulos, promovendo o intercâmbio e divulgação de obras que conversam diretamente com a realidade brasileira. Um deles é Jaci – Sete Pecados de uma Obra Amazônica, vencedor do prêmio de melhor longa pela escolha do júri. A produção da ONG Repórter Brasil acompanha a chegada de 20 mil trabalhadores numa pequena cidade amazônica, para a construção de uma hidrelétrica. O longa vencedor do prêmio de público, Sunú (México, 2015), também faz parte do programa, e fala sobre a produção de milho tradicional, ameaçada pela agricultura extensiva. Dauna: O Que o Rio Leva recebeu menção honrosa do júri e integra a programação da Itinerância. Seca (Brasil, 2015), da cineasta Maria Augusta Ramos, e Isolados (Colômbia/Equador/México, 2015) são outros destaques.

Além das exibições serão promovidas atividades inspiradas nos temas dos filmes. “Mais do que um momento de reflexão sobre as questões socioambientais globais, a exibição dos filmes e ações educativas complementares da itinerância vêm com a perspectiva do compartilhar saberes para intervir no cotidiano a fim de provocar a transformação de hábitos”, comenta Tania Jardim.

"Isolados", de Marcela Lizcano

“Isolados”, de Marcela Lizcano

No dia 04/10 o Sesc Santo Amaro fará uma sessão especial de Para Onde Foram as Andorinhas? (Brasil, 2015), curta do Instituto Catitu e do Instituto Socioambiental (ISA) no qual os índios do Parque do Xingu contam os efeitos do desmatamento e à sua volta. Será seguida de bate-papo com Jera Giselda Guarani, liderança da aldeia Tenode Porã, e apresentação do Coral Guarani Tenode Porã.

O Sesc Santana programou um passeio de bike no dia 12/10, com saída da Praça dos Ciclistas – Av. Paulista, às 16h, até a unidade na Zona Norte, onde serão exibidos quatro curtas. No Sesc Vila Mariana, a exibição de O Homem do Saco (Brasil, 2015), às 20h do dia 20/10, será acompanhada por um dos diretores, Rafael Halpern. O filme recebeu o prêmio de melhor curta pela escolha do público na Competição Latino-Americana da 5ª Mostra.

No interior, o Sesc Jundiaí promove no dia 11/10 uma oficina de reforma de roupas antes da exibição de O Verdadeiro Preço (EUA, 2015), que expõe o custo humano e ambiental da indústria da moda. O Sesc Ribeirão Preto fará um passeio ao Sítio São João (São Carlos/SP) no sábado, dia 15/10, com atividades de educação ambiental, trilhas ecológicas e recreação (inscrições no site).

"O Verdadeiro Preço", de Andrew Morgan

“O Verdadeiro Preço”, de Andrew Morgan

Acontecem ainda diversas conversas com especialistas, entre eles Marussia Whately e Paulo Junqueira, do ISA, Mariana Fix, do Instituto de Economia da Unicamp, Marcos Sorrentino, da ESALQ/USP, Rosa Garcia, do departamento de Nutrição e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, Guilherme Boulos, da Frente de Resistência Urbana, Sabrina Duran, da ONG Repórter Brasil, Juliana Gatti, fundadora do Instituto Árvores Vivas, e outros.

Além das unidades Sesc recebem sessões da Itinerância o Senac Primavera, Senac Osasco, EACH-USP, ESALQ-USP, Unimonte, Unitau, Uniso, Unesp – Campus Sorocaba, UFSCar, Instituto Federal de Catanduva, Universidade do Sagrado Coração, UFABC – Campus Santo André e Universidade Metodista – Campus São Bernardo. Recebem ainda a Itinerância da Mostra o Instituto Pombas Urbanas, Centro Comunitário Tamarutaca, Casa da Lagartixa Preta, Casa de Cultura de Ibirá, Anfiteatro Municipal de Monte Alto e Cine Arte Posto 4.

A Itinerância da 5ª Mostra Ecofalante é uma realização da ONG Ecofalante e do Sesc São Paulo. Tem apoio da White Martins e da Reciclo Pepsico, e apoio institucional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Le Monde Diplomatique Brasil, Observatório do Clima, SOS Mata Atlântica, Instituto Socioambiental (ISA), Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Akatu, Revista Piauí, Instituto de Energia e Ambiente (IEE)/USP, Governos Locais Pela Sustentabilidade (ICLEI), Rede Nossa São Paulo, Instituto Envolverde, Videocamp, Catraca Livre, Conexão Planeta, Horizonte Educação e Comunicação e Reconectta.

 

Acompanhe os canais da Mostra:

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mostraecofalante.wordpress.com

no Twitter: @MostraEco
no Youtube: bit.ly/MostraEco


Sinopses dos filmes

A Experiência Cecosesola (The Experience Cecosesola) | França, 2014, 59′ | Direção: Ronan Kerneur e David Férret | Produção: Arnaud Kerneur | Fotografia: Ronan Kerneur | Edição: Ronan Kerneur | Sinopse: Há cinquenta anos, um pequeno grupo de venezuelanos se uniu para enterrar seus mortos com dignidade: nascia a cooperativa Cecosesola. Apesar das pressões políticas, seu modelo de autogestão progrediu e diversificou-se. Hoje, mais de 1200 associados gerem supermercados populares, feiras e outras cooperativas. Igualdade salarial, rotação de posições e falta de hierarquia se tornaram os pilares da organização. O filme ilustra a habilidade e a sustentabilidade de uma experiência coletiva considerada indesejável por uns e utópica por outros. | Principais festivais e prêmios: Festival Internacional Ambiental de Paris – França | Trailer: youtube.com/watch?v=Oa5MXoqizC0

 

A Revolta dos Yes Men (The Yes Men Are Revolting) | EUA, 2014, 91′ | Direção: Laura Nix and the Yes Men | Produção: Laura Nix, Jacques Servin e Igor Vamos | Edição: Geraud Brisson, Claire L. Chandler e Søren B. Ebbe | Sinopse:  Há duas décadas, os Yes Men têm encenado farsas ultrajantes e hilariantes com o fim de chamar a atenção internacional para crimes corporativos contra a humanidade e o meio ambiente. Munidos com nada mais que seus ternos e sua falta de vergonha, esses “revolucionários iconoclastas” se infiltram em eventos empresariais e governamentais expondo os perigos de deixar a ganância governar o mundo. Mas, agora, eles se aproximam da meia­idade e, enquanto lutam para se manter inspirados, precisam enfrentar o seu maior desafio: as mudanças climáticas. | Principais festivais e prêmios: Festival de Toronto – Canadá; Festival de Berlim – Alemanha (2º Prêmio de Público – Panorama); CPH:DOX – Dinamarca; Festival do Rio – Brasil | Site oficial: theyesmenarerevolting.com | Trailer: vimeo.com/127276632

 

Agricultura Tamanho Família (Family Size Agriculture) | Brasil, 2014, 59’  | Direção: Silvio Tendler | Produção: Caliban Produções Cinematográficas | Fotografia: Xeno Veloso | Edição: Sil Azevedo | Sinopse: Em nosso país, dos quase 5 milhões de estabelecimentos rurais, 4,5 milhões são ocupados por um outro tipo de agricultura: a agricultura familiar, que utiliza estratégias de produção que respeitam o meio ambiente e produzem a maior parte do alimento que chega à mesa dos brasileiros. O filme mostra as diversas formas de agricultura familiar e o quanto ela cria e impulsiona a cultura, a produção, as relações sociais e os afetos no interior brasileiro. Agricultura familiar é a afirmação da vida no campo. Agricultura Tamanho Família revela que o agronegócio não é a única modalidade de produção existente no campo, nem é o mais importante para o abastecimento interno e a garantia da segurança e soberania alimentar do povo brasileiro. | Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=tgJ6qwp9eHc

 

Auto-Fitness (Automatic Fitness) | Alemanha, 2015, 21′ | Direção: Alejandra Tomei e Alberto Couceiro | Edição: Dietmar Kraus | Sinopse: Ser ou não… ter tempo de ser? O filme é uma poesia labiríntica sobre o automatismo humano. Uma reflexão sobre nossa relação diária com o dinheiro e com o tempo, uma animação tragicômica que brinca com o conceito da constante e penetrante aceleração. Um filme sobre a opressiva loucura cotidiana e o automatismo em que somos forçados a viver, trabalhar, respirar, pensar e: existir. Uma paródia da já antiga “vida moderna”. | Principais festivais e prêmios: Festival de Berlim – Alemanha; Dok Leipzig – Alemanha; Festival de Havana – Cuba; Festcurtas BH – Brasil (Melhor curta-metragem internacional) | Site oficial: automaticfitness.de | Trailer: animas-film.de/index.html animação

 

Colheita Negra (Black Harvest) | Luxemburgo, 2015, 83’ | Direção: Jean­Louis Schuller e Sean Clark | Produção: Raoul Nadalet | Roteiro: Jean­Louis Schuller e Sean Clark | Fotografia: Jean­Louis Schuller | Edição: Sam Blair | A Dakota do Norte tem passado por um boom de extração de petróleo nos últimos dez anos devido à nova tecnologia de fracking, ou fraturamento hidráulico, o que trouxe mudanças drásticas, tanto individuais quanto sociais. Os moradores locais veem seu modo de vida desaparecendo, enquanto os recém­chegados somam­se a essa já superlotada região em busca de trabalho e melhor qualidade de vida. O futuro é incerto para John Heiser, um antigo morador e testemunha desgostosa dessa “corrida do ouro” dos tempos modernos, e para Doug Wenner, atingido pela crise econômica, e que talvez encontre aqui uma inesperada ocasião para a redenção. | Principais festivais e prêmios: Festival Internacional Ambiental de Paris ­ França | Site oficial: http://www.blackharvestfilm.com/ | Trailer: https://vimeo.com/95404248

 

Dauna: O Que o Rio Leva (Dauna: Taken by the River) | Venezuela, 2015, 80’ | Direção: Mario Crespo | Roteiro: Mario Crespo, Isabel Lorenz e Alejandro Aragón | Fotografia: Gerard Uzcátegui | Edição: Fermín Branger | Sinopse: A vida no delta do Orinoco sempre provocou em Dauna uma imensa curiosidade sobre o que há além do rio. Seu talento para aprender línguas e o interesse pelo conhecimento foram incentivados pelo pai desde a infância. Mas sua vocação entra em conflito com as tradições ancestrais de sua cultura, nas quais o lugar e a função da mulher na sociedade são rigidamente definidos, colocando em xeque sua relação com a comunidade e com o mundo.

 

Desculpe pelo Transtorno (Apologies for the inconvenience) | Brasil, 2015, 80’ |  Direção: Todd Southgate | Produção: Todd Southgate, Ivan De Sá | Roteiro: Todd Southgate, Jeffrey Hoff | Fotografia: Todd Southgate | Edição: Todd Southgate | Sinopse: Desculpe pelo transtorno: A História do Bar do Chico é um documentário de longa-metragem que conta a trágica história de um simpático pescador cujo pequeno bar à beira-mar se tornou o “marco zero” na batalha de uma comunidade contra o desenvolvimento desenfreado da região e contra os poderosos interesses políticos. O filme também narra a história do desenvolvimento urbano na ilha de Florianópolis localizada no sul do Brasil; e como a crescente fama da ilha ao longo das décadas marcou o início de uma era de desenvolvimento insustentável, que colocou em risco grande parte da beleza da ilha, além de gerar muitos conflitos com as comunidades tradicionais. | Festivais: FAM Florianópolis, 2015 – Melhor Documentário, Premio Juri Popular; FICA – Goiás, 2015 Seleção oficial; CineEco – Portugal, 2015 – Menção Honrosa; PlanetDOC – Florianópolis, 2015 Seleção oficial; To Serve and Protect 19 International Environmental Film Festival, Rússia, 2015 – convidado. | Trailer: Trailer: https://vimeo.com/120955134 | Site oficial: www.DesculpePeloTranstorno.com

 

Doce Mentira (Sugar Coated) | Canadá, 2015, 91′ | Direção: Michèle Hozer | Produção: Michèle Hozer e Nathalie Bibeau | Roteiro: Roxana Spicer | Fotografia: Neville Ottey | Edição: Michèle Hozer | Sinopse: Como a indústria alimentícia conseguiu que nós deixássemos de nos fazer a pergunta: o açúcar é tóxico? Tudo começou com uma campanha em 1970. Por 40 anos, o negócio do açúcar livrou­se de todas as ameaças a seu império multibilionário enquanto adoçava nossos alimentos. E, ao passo que as taxas de obesidade, diabetes e doenças cardíacas disparam, a indústria faz uso de suas velhas táticas, entoando a antiga máxima: “nós simplesmente comemos demais”. Mas, dessa vez, os críticos estão mais espertos, corajosos e furiosos; a ciência tem recuperado o atraso. Enquanto indústria e ciência duelam, estaríamos nós sentados em uma dieta bomba­relógio? | Principais festivais e prêmios: Hot Docs – Canadá | Site oficial: sugarcoateddoc.com |Trailer: vimeo.com/122387548

 

Duas Irmãs (Jungle Sisters) | Índia, Reino Unido, 2015, 80′ | Direção: Chloe Ruthven | Produção: Chloe Ruthven e Kat Amara-Korba | Fotografia: Chloe Ruthven | Edição: John Mister | Sinopse: Trabalho escravo ou casamento forçado: quais as opções de uma garota do campo? O governo indiano lançou uma iniciativa para treinar milhões de pobres da zona rural para seu crescente setor industrial. Ao acompanhar as melhores amigas Bhanu e Bhuntu em suas vilas, durante o treinamento e em seu novo trabalho a muitos quilômetros de suas casas, o filme atenta aos aspectos do trabalho feminino e migrante que tem suprido as fábricas produtoras de roupas da última moda do consumismo ocidental. E levanta a questão: é possível, para essas mulheres, conquistar empoderamento sem se tornarem parte da força de trabalho explorada do capitalismo mundial? | Principais festivais e prêmios: IDFA – Festival Internacional de Documentário de Amsterdam – Holanda | Trailer: https://vimeo.com/127577866

 

Isolados (Isolated) | Colombia, Equador e México, 2015, 73’ | Direção: Marcela Lizcano |Produção: Marcela Lizcano, Simón Beltrán, Juan Pablo Solano, Diego Bustamante y Sarahí Echeverría | Fotografia: Marcela Lizcano, Cecilia Madorno | Edição: Carla Valencia, Etienne Boussac | Sinopse: Uma ilhota no Caribe colombiano habitada por 540 pessoas em 97 casas sofre as mesmas consequências do crescimento desenfreado das populações humanas. A chegada da modernidade e uma ameaça iminente de desalojamento faz com que a comunidade comece a se organizar para reivindicar seu direito a permanecer na ilha. Isolados nos faz reflexionar sobre nosso papel como humanos e nossas responsabilidades com o entorno que habitamos, convertendo a ilha em uma metáfora do mundo que vivemos. | Trailer: https://vimeo.com/48626173 | Site oficial: www.docaislados.com | Festivais: BIFF – Bogotá International Film Festival – Colômbia, WFF – Warsaw Film Festival – Alemanha, DOCSDF – México, DOKLEIPZIG – Alemanha

 

Isso Muda Tudo (This Changes Everything) | EUA, Canadá, 2015, 89′ | Direção: Avi Lewis | Produção: Avi Lewis e Joslyn Barnes | Fotografia: Mark Ó Fearghaíl | Edição: Nick Hector e Mary Lampson | Sinopse: Inspirado no bestseller de Naomi Klein “This Changes Everything” (Isso Muda Tudo), o filme apresenta impressionantes retratos de comunidades na linha de frente, das terras indígenas estadunidenses ao Canadá das Tar Sands, da índia e Europa, ameaçadas pela mineração à China poluída. Ao longo do filme, Klein constrói sua tese mais controversa e emocionante: podemos aproveitar a crise causada pelas mudanças climáticas para transformar nosso sistema econômico falido em algo radicalmente melhor. Provocante, atraente e acessível, este filme vai te deixar revigorado e inspirado. | Principais festivais e prêmios: Festival de Toronto – Canadá | Site oficial: thefilm.thischangeseverything.org | Trailer: youtube.com/watch?v=IpuSt_ST4_U

 

Jaci: Sete pecados de uma obra amazônica (Jaci: Seven sins of a Amazonic work)  | Brasil, 2014, 102’ | Direção: Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros | Produção: Ana Aranha e Leonardo Sakamoto | Roteiro: Ana Aranha, Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros | Fotografia: Caue Angeli e Marcelo Min | Edição: Caio Cavechini | Sinopse: Em 2011, uma greve geral suspendeu a maior obra em construção no Brasil. Uma pequena cidade na Amazônia é radicalmente transformada depois do início da construção de uma hidrelétrica e a chegada de 20 mil trabalhadores. Durante quatro anos esse documentário visitou essa remota região do Brasil, coletando histórias de conflito, solidão, pressão, medo e corações partidos. | Festivais: É Tudo Verdade, Brasil. | Site oficial: http://reporterbrasil.org.br/2015/04/a-vida-dentro-de-uma-mega-obra/ |Trailer: https://vimeo.com/121632702

 

Nação Especulação (Speculation Nation) | EUA, Espanha, 2014, 75′ | Direção: Sabine Gruffat e Bill Brown | Produção: Sabine Gruffat e Bill Brown | Fotografia: Sabine Gruffat e Bill Brown | Sinopse: Quando a crise financeira atingiu a Espanha como um tsunami, deixou marcas permanentes na paisagem e na vida dos cidadãos. Deixou para trás cidades fantasmas da especulação imobiliária, tirou o emprego de mais de um quarto da população e os lares de centenas de milhares de pessoas. O filme acompanha aqueles que perderam a fé em um sistema que os decepcionou e que agora passaram a se mobilizar. Porém, ocupar prédios vazios não é tão simples quando as regras e leis ainda seguem a lógica de especuladores, bancos e empresários. O filme apresenta um olhar sensível aos avanços, dificuldades e controvérsias desta luta. | Principais festivais e prêmios: CPH:DOX – Dinamarca; Festival de Documentário de Thessaloniki – Grécia | Trailer: vimeo.com/98963506

 

Ninguém Nasce no Paraíso (No one’s born in Paradise) |  Brasil, 2015, 25’ | Direção: Alan Schvarsberg | |Produção: COMOVA | Roteiro: Alan Schvarsberg | Fotografia: Emilia Silberstein | Edição: Sergio Azevedo | Sinopse: No paraíso da ilha de Fernando de Noronha, espécies em extinção como a tartaruga marinha, que sempre retorna ao local onde nasceu para depositar seus ovos, encontram abrigo e políticas de preservação. Em contrapartida, a espécie humana encontra­se em extinção pela atual proibição do nascimento na ilha. Assim que completam 7 de gravidez, as mulheres são forçadas a deixar suas casas rumo a Recife | Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SEp4JhfAIUM | Festivais: Festival de Brasilia  – Brasil (melhor curta-metragem pelo juri popular), International Film Festival CineBH – Brasil

 

O Céu e a Geleira (Ice and the Sky) | França, 2015, Duração: 89’| Diretor: Luc Jacquet | Produção: Richard Grandpierre | Fotografia: Stéphane Martin | Edição: Stéphane Mazalaigue | Sinopse: Luc Jacquet traz às telas a história de Claude Lorius, que se lançou a estudar o gelo antártico em 1957. Ele nos conta sobre a história da Terra e sobre nosso futuro, um futuro intrinsecamente ligado ao impacto da humanidade no planeta. Em imagens granuladas de filmes antigos, encontramos Claude como pesquisador júnior nas primeiras missões ao vasto deserto antártico. A história da glaciologia ganha vida nas paisagens de tirar o fôlego e nas emoções evocadas. Os arquivos se entrelaçam com imagens de Claude hoje, retornando à Antártica e ao seu próprio passado. Uma aventura científica única e profundamente humana. | Principais festivais e prêmios: Festival de Cannes – França | Site oficial: iceandsky.com | Trailer: youtube.com/watch?v=ZpZYkNkkiTg

 

O Homem do Saco (In The Sack Man) | Brasil, 2015, 58’ | Direção, produção, roteiro e edição: Carol Wachockier, Felipe Kfouri e Rafael Halpern | Sinopse: O homem do saco é um personagem que sempre foi lembrado por ser aquele que levava crianças desobedientes em sua sacola. O que muitos não sabem é que ele é um personagem real, um homem que vive à margem da sociedade, que caminha invisível perante os olhos dela, catando materiais recicláveis para seu sustento. Hoje, esse homem desenvolveu seu método de coleta e se tornou o catador, profissão encontrada como alternativa ao desemprego que assola os brasileiros que chegam em São Paulo em busca de uma vida melhor. | Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=X9X3LfkQEgQ

 

O Mercado da Dúvida (Merchants of Doubt) | Reino Unido, EUA, 2014, 96′ | Direção: Robert Kenner | Produção: Robert Kenner e Melissa Robledo | Fotografia: Barry Berona, Don Lenzer e Jay Redmond | Edição: Kim Roberts |  Sinopse: Inspirado no aclamado livro Merchants of Doubt (O Mercado da Dúvida) de Naomi Oreskes e Erik Conway, o filme mostra um grupo secreto de especialistas de aluguel extremamente carismáticos e eloquentes. Eles se apresentam na mídia como autoridades científicas, mas seu único objetivo é propagar a máxima confusão sobre assuntos relacionados à ameaças públicas, desde produtos químicos tóxicos à indústria farmacêutica e às mudanças climáticas. | Principais festivais e prêmios: Festival de Toronto – Canadá | CPH:DOX – Dinamarca | Bafici – Argentina | Trailer: youtube.com/watch?v=j8ii9zGFDtc

 

O Verdadeiro Preço (The True Cost) | EUA, 2015, 92′ | Direção: Andrew Morgan | Produção: Michael Ross | Sinopse: Esta é uma história sobre roupas; sobre as roupas que usamos e as pessoas que as produzem, sobre o impacto que essa indústria tem causado no mundo. O preço das roupas tem diminuído há décadas, enquanto o custo humano e ambiental tem crescido dramaticamente. O filme revela o que está por trás da indústria da moda enos leva a questionar quem realmente paga o preço por nossas roupas. | Principais festivais e prêmios: Festival de Cannes – França | Site oficial: truecostmovie.com | Trailer: vimeo.com/140325644

 

Para Onde Foram as Andorinhas? (Where did the swallows go?) | Brasil, 2015, 22’ | Direção: Mari Corrêa | Roteiro: Paulo Junqueira e Mari Corrêa | Fotografia: Frederico Lobo, Mari Corrêa, Kamatxi Ikpeng e Kamikia Kisêdjê | Edição: Mari Corrêa | Sinopse: O filme capta de forma sensível e explícita como os povos habitantes do Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, estão percebendo e sofrendo cotidianamente os impactos das mudanças climáticas, do intenso uso de agrotóxicos e do desmatamento desenfreado.

 

(R)Evoluções Invisíveis                (Invisible (R)Evolutions) | França, 2014, 84’ | Direção: Philippe Borrel | Produção: Fabienne Servan Schreiber e Estelle Mauriac | Sinopse: Em sociedades baseadas no imediatismo, nas quais viver em alta velocidade tornou-se a norma, algumas pessoas decidiram dar as costas à aceleração da vida e tentam retardar tal movimento que parece destinado à catástrofe ecológica, econômica e social. Iniciativas individuais e coletivas surgem em todo o mundo, testando alternativas locais e concretas, em busca de uma vida melhor e criando novos paradigmas. | Principais prêmios e festivais: Festival Internacional Ambiental de Paris – França | Trailer:   youtube.com/watch?v=­XrCYCz5mz0

 

Seca (Drought) |  Brasil, 2015, 87’ | Direção, produção, roteiro: Maria Augusta Ramos | Fotografia: Lucas Barbi | Edição: Joana Colier | Sinopse: Seca trata de um assunto tão urgente quanto necessário: a escassez de água, observada em uma região do Brasil onde a população convive com o problema de forma aparentemente endêmica. A câmera percorre a região de Pajéu enquanto acompanha um carro pipa que, associado a um programa do Governo Federal, percorre vários municípios abastecendo a população local com água. O resultado é uma espécie de road movie documental capturado em cinemascope. | Trailer: https://vimeo.com/143483441 Festivais: Seleção oficial do Festival de Cinema “Visions du Reel’, Suiça (Competição Internacional de Longa metragem), Mostra de Cinema de São Paulo 2015, Festival Doc. Buenos Aires

 

Sunú (Sunú) |  México, 2015, 80’ | Direção e produção: Teresa Camou | Fotografia: Aldo Hernández Flores | Edição: Juan Manoel Mondragón | Sinopse: Visto através de pequenos, médios e grandes produtores de milho no México, Sunú costura diferentes histórias sobre um mundo rural ameaçado. Viaja ao coração de um país onde muitos povos alimentam sua determinação de seguir sendo livres, de trabalhar a terra, cultivar suas sementes, viver sua cultura e sua espiritualidade em um mundo moderno que, ao mesmo que tempo que os despreza, os necessita. Site oficial: http://sunudoc.com/en/homepage/ | Trailer: https://vimeo.com/129924445 | Festivais: DocsDF – México

 

Terra Branca (White Earth) | EUA, 2014, 19′ | Direção: J. Christian Jensen | Produção: J. Christian Jensen | Fotografia: J. Christian Jensen | Edição: J. Christian Jensen | Sinopse: Com um terrível inverno de Dakota do Norte como pano de fundo, o filme é um conto sobre o boom de petróleo que tem atraído para essa região milhares de estadunidenses em busca de trabalho. Contado através da perspectiva de três crianças e uma mãe imigrante cujas vidas foram influenciadas pelo boom petroleiro, as história se entrelaçam e mergulham em temas como inocência, lar e o sonho americano. | Principais festivais e prêmios: Indicado ao Oscar de Melhor Documentário Curta | Site oficial: whiteearthmovie.com | Trailer: vimeo.com/137457340

 

Todo o Tempo do Mundo (All the Time in the World) | Canadá, 2014, 87’ | Direção: Suzanne Crocker | Produção: Suzanne Crocker | Fotografia: Suzanne Crocker | Edição: Michael Parfit | Sinopse: O filme explora uma experiência de desconexão com a vida moderna, frequentemente agitada e saturada de tecnologia, para se reconectar com o outro, nós mesmos e a natureza. Em busca de novas perspectivas, uma família de cinco membros decide deixar o conforto do lar para viver por nove meses em um bangalô isolado na natureza, sem vias de acesso, eletricidade, água encanada, internet ou sequer relógios. Em tempos oportunos, este inspirador documentário mostra o desenvolvimento natural da vida quando uma família tenta se livrar do controle necessário nesse mundo marcado pelo tempo do relógio. | Principais festivais e prêmios: Planet in Focus – Canadá (Green Screen Award); Cinema Planeta – México (Prêmio de Público); Hot Docs – Canadá (Top 20 Audience Picks) | Site oficial: allthetimeintheworld.ca | Trailer: vimeo.com/105430884

 

Viva a França (Vive la France) | Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia, Alemanha, 2014, 87′ | Direção: Titti Johnson e Helgi Felixson | Produção:  Helgi Felixson | Fotografia: Helgi Felixson | Edição: Titti Johnson | Sinopse: Em um atol a apenas 100 km de uma antiga zona de testes nucleares francesa, um jovem casal começa uma nova vida em união. Mas o sonho de abrir uma padaria vai abaixo quando o banco recusa um empréstimo, alegando o risco de que o atol Mururoa imploda, o que desencadearia um tsunami devastador. Neste filme sobre as consequências arrepiantes do programa nuclear francês, é latente a indiferença ao outro, que foi e ainda é a marca do mundo ocidental. | Principais festivais e prêmios: Planet in Focus – Canadá | Site oficial: vivelafrancefilm.com | Trailer: vimeo.com/84855234

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