PROFESSORES DE 25 UNIDADES DO CENTRO PAULA SOUZA PARTICIPAM DE FORMAÇÃO SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CINEMA

Ecofalante e Reconectta se unem para oferecer conteúdo aos educadores

Realizou-se no dia 11 de outubro, na unidade de capacitação do Centro Paula Souza (CPS), a etapa presencial de 8 horas da formação de professores feita pela Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental e a Reconectta, com apoio da Gerência de Educação para Sustentabilidade e Cidadania do Sesc São Paulo. Participaram representantes de 25 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de São Paulo, de áreas variadas e atuações tanto em sala de aula quanto em espaços culturais e administrativos. O curso, que será completado por 12 horas de atividades à distância, propõe conteúdos e ferramentas para a utilização do cinema na educação ambiental.

Vera Vicchiareli, coordenadora de projetos no CPS conta que a formação é muito bem recebida pois “estimula a oferecer ainda mais condições para os professore melhorarem suas aulas, inovarem e utilizarem ferramentas da arte para comporem seus conteúdos”. E completa: por terem unidades de regiões diferentes contempladas, o potencial de replicação desse conteúdo é grande.

Na primeira palestra, Edson Grandsoli, diretor educacional da Recontectta, falou sobre educação ambiental, conceitos básicos de sustentabilidade e a desmistificação de temáticas ambientais como coisas distantes da vida diária. Depois, Moira Toledo, professora de crítica, criação e direção na Fundação Armando Álvarez Penteado (FAAP) falou, a convite da Ecofalante, sobre as infinitas possibilidades e vantagens de trazer o audiovisual para dentro das salas de aula. Do ponto de vista do conteúdo, o audiovisual reúne diversas formas de arte – teatro, música, fotografia -, que por si só já mobilizam a atenção dos estudantes, e provocam discussões com os professores. Mas, mais do que isso, Moira propõe que o vídeo seja usado como uma ferramenta, tão válida quanto um seminário ou um trabalho escrito.

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Um dos benefícios de fazer um filme na escola, ela conta, é que os alunos têm que realmente trabalhar em grupo, pensarem juntos numa ideia. E no audiovisual todo mundo tem espaço: “geralmente o pior aluno da sala é o primeiro a se candidatar para segurar a câmera”, ilustrou Moira. “Um aluno estudioso para quem ninguém dava bola de repente se torna importante por sua capacidade de organizar a bagunça. O que gosta de esportes ajuda a turma a carregar os equipamentos, e por aí vai. Ninguém fica de fora”, relata.

Ela alerta, porém, que fazer audiovisual não é copiar as referências da televisão. “O que nós queremos é fazer os alunos pensarem, e televisão, as reportagens, só retratam. São mais um diagnóstico do que uma reflexão, e nós queremos a reflexão”, comenta. Uma das opções para fugir desse lugar-comum é propor a produção de ficção, uma história em que a sustentabilidade apareça como cenário, para que as questões sejam tratadas a partir de uma narrativa humana.

Os professores em seguida assistiram ao curta “Auto-Fitness”, uma animação sobre a mecanização e aceleração da vida, e a partir dele começaram a desenhar projetos que poderiam ser aplicados nas escolas. “Acredito que estamos desenvolvendo uma metodologia extremamente interessante de formação de professores, associando as questões de sustentabilidade ao uso do audiovisual, e que já tem dado resultados tanto teóricos quanto práticos”, avalia Edson Grandisoli.

Atividade feita a partir do filme "Auto-Fitness"

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