Mostra Ecofalante contribui para recuperar mananciais que abastecem o Sistema Cantareira

Um selo especial se destaca no catálogo e demais peças da 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. É o de carbon free, um atestado da neutralização do carbono que o evento, realizado em 2016, emitiu. O plantio das árvores que irão absorver o CO² da Mostra está sendo feito no município de Extrema (MG), em áreas de mananciais que abastecem o Sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a população de São Paulo.

“Nós promovemos a reflexão e o debate sobre temas socioambientais a partir do cinema e é muito bom poder atuar nessa outra frente, especialmente por aliar a compensação de carbono com a proteção das águas”, afirma Chico Guariba, diretor da Ecofalante.

Serão plantadas 168 árvores nativas da Mata Atlântica, quantidade necessária para compensar as 26,5 toneladas de gás carbônico emitidas pelo evento.

O serviço de neutralização é da Iniciativa Verde, organização da sociedade civil que trabalha com projetos locais de Extrema, entre outras cidades, para restauração de florestas. “Só faz sentido se for assim, fortalecendo a participação local e fazendo girar a economia a favor do meio ambiente”, explica Jessica Campanha, da Iniciativa Verde. Numa operação conjunta com proprietários rurais, são destinadas ao restauro áreas de mananciais que alimentam o rio Jaguari, um dos principais braços do Cantareira.

“O resgate dos serviços ecossistêmicos na regulação do clima, conservando e ampliando a qualidade da água” é um dos ganhos que tem a sociedade no processo de restauração florestal, segundo Rafael Bitante, da Fundação SOS Mata Atlântica. “Há também os benefícios econômicos, como a criação de emprego e renda na elaboração, execução e manutenção de projetos, além de contribuir para equilibrar o ambiente e servir como refúgio para polinizadores.”

O restauro envolve a preparação do solo, o plantio de espécies pioneiras – que criam condições para as espécies nativas se desenvolverem – e um acompanhamento da região por dois anos, prazo necessário para a floresta prosperar sozinha.

Região em vermelho receberá o restauro florestal

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