Sete países estão representados com 32 filmes na Competição Latino-americana da 6ª Mostra Ecofalante

Sete países estão representados na seleção de filmes que concorrem à Competição Latino-Americana da 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. São 32 títulos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México e Uruguai. Os 13 longas e 19 curtas foram selecionados entre as 374 obras inscritas em 2017 – aumento de 66% em relação ao ano anterior, que reflete o crescente interesse dos produtores da região nos problemas socioambientais.

Os filmes da Competição Latino-Americana serão exibidos gratuitamente em São Paulo de 1 a 14 de junho, nas seguintes salas: Cine Caixa Belas Artes, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido e Centro de Formação Cultural Cidade Tirandes, além de nove Fábricas de Cultura, que terão sessões de curtas-metragens.

Três filmes brasileiros promovem sua première mundial na Ecofalante: “A Grande Ceia Quilombola”, que retrata uma cultura na qual a comida tem um papel fundamental na coesão social; “Terminal 3”, sobre o trabalho escravo nas recentes obras do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos; e “Não Respire – Contém Amianto”, que denuncia como a indústria de telhas tenta vender a imagem de que não é tão ruim o minério condenado como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde.

Os selecionados concorrem aos prêmios de R$ 15 mil na categoria longa-metragem e R$ 5 mil na categoria curta-metragem, e também ao título de melhor filme em votação do público. No ano passado, foram premiados o longa “Jaci: Sete Pecados de uma Obra Amazônica” (Brasil, 2014), o curta “Feito Torto pra Ficar Direito” (Brasil, 2015); o público escolheu “Sunú” (México, 2015) como melhor longa e “O Homem do Saco” (Brasil, 2015) como melhor curta.

O júri da Competição Latina da 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é composto pelos cineastas Jorge Bodanzky e Regina Jehá e a jornalista Maria Zulmira de Souza.

Seleção oficial da Competição Latina

A Grande Ceia Quilombola (Brasil, 2017, 52 min) dir: Ana Stela & Rodrigo Sena

“A Grande Ceia Quilombola” retrata os saberes de uma cultura na qual a comida tem um papel fundamental na coesão social. No Quilombo de Damásio, localizado no litoral maranhense, suas 90 famílias vivem da agricultura de subsistência e da pesca. Lá, o alimento tem sido secularmente cultivado e extraído da natureza de forma parcimoniosa, fazendo parte de uma estrutura social que privilegia o coletivo.

A Grande Nuvem Cinza (Brasil, 2016, 72 min) – dir: Marcelo Munhoz

Em “A Grande Nuvem Cinza”, o diretor Marcelo Munhoz acompanha quatro famílias que vivem (ou viveram) do plantio de fumo em uma pequena cidade no Paraná. Matriarca de uma delas, Lídia passa os dias observando os demais, lembrando de sua época em que fazia daquele cultivo sua forma de subsistência. Hoje, ela não consegue mais caminhar devido à utilização dos agrotóxicos. Em outra família, Joci é o braço direito de seu pai na plantação, mas sonha em virar professora e um concurso pode fazer com que ela mude sua trajetória. Silvio, por sua vez, trabalha há muitos anos neste serviço e, já na velhice, começa a pensar no final da vida e em como não pretende fechar os olhos para sempre tão cedo. Guiados pela tradição, misticismo ou puro pragmatismo, eles vivem na linha tênue entre a luta e o amor à terra.

Aracati (Brasil, 2015, 62 min) – dir: Aline Portugal e Julia de Simone

“Aracati” é um filme sobre o vento. Ao longo de seis anos, as diretoras Aline Portugal e Julia de Simone viajaram pelo Vale do Jaguaribe, no Ceará, seguindo a rota do vento Aracati. Partindo do litoral e adentrando 400km pelo interior do estado, o Aracati passa todos os dias na mesma hora. A produção explora o tempo e o espaço em transformação e examina as relações entre as pessoas e seus arredores. Homem, natureza e tecnologia competem por um mesmo território como forças diversas que coexistem.

Aurelia e Pedro (“Aurelia y Pedro”, México, 2016, 16 min) – dir: Omar Robles e José Permar

“Aurelia e Pedro” traça um sensível retrato da relação simbiótica entre uma pequena família indígena e sua terra remota. Lá, em meio a neblina que ronda as montanhas no oeste do México, um jovem e sua mãe vivem isolados do resto do mundo. Em sua justificativa, o júri da Berlinale destacou dois aspectos do filme da dupla Omar Robles e José Permar: a ligação especial uma mãe e filho e a beleza do ambiente remoto em que vivem.

Banco Imobiliário (Brasil, 2016, 65 min) – dir: Miguel Antunes Ramos

O filme “Banco Imobiliário” discute o crescimento desordenado das cidades através de verdadeiras aberrações no mercado imobiliário. Um personagem caminha por seu bairro de infância procurando novas áreas para uma incorporação imobiliária. Outro, em seu escritório envidraçado, desenha uma estratégia de marketing. Uma terceira planeja seus novos investimentos vendo a cidade do alto. Para o diretor Miguel Antunes Ramos, trata-se de um jogo de tabuleiro e uma imagem de futuro que revelam um projeto de cidade.

Bento (Brasil, 2017, 8 min) – dir: Gabriela Albuquerque e Luisa Lanna

O curta-metragem “Bento” é um ensaio sobre a história do subdistrito de Bento Rodrigues, destruído pelo rompimento da barragem do Fundão, da empresa Samarco. A tragédia, ocorrida em novembro de 2015, é considerada o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. O filme dirigido por Gabriela Albuquerque e Luisa Lanna recupera a história da localidade através de dois personagens, Seu Filomeno e Elias.

Caminho dos Gigantes (Brasil, 2016, 12 min) – dir: Alois Di Leo

Curta-metragem de animação, “Caminho dos Gigantes” se passa em uma floresta de árvores gigantes. Nela, uma menina indígena de seis anos vai desafiar seu destino e entender o ciclo da vida. O filme explora as forças da natureza e a nossa conexão com a terra e seus elementos.

Casa à Venda (“Casa en Venta”, Cuba/Colômbia, 2016, 13 min) – dir: Emanuel Giraldo Betancur

“Casa à Venda” mostra uma nova realidade em Cuba: por mais de 50 anos o governo não permitiu a livre compra e venda de casas – mas agora, com a abertura, isso se torna possível. No curta-metragem do colombiano Emanuel Giraldo Betancur três famílias cubanas convidam-nos para as suas casas como uma vitrine para potenciais compradores. Cheios de memórias, lembranças e familiares, estes espaços íntimos estão cheios de carinho, revelando um país à beira de uma mudança histórica .

Damiana Kryygi (“Damiana Kryygi”, Argentina, 2015, 96 min) – dir: Alejandro Fernandez Moujan

A produção argentina “Damiana Kryygi” recupera uma impressionante história ocorrida em 1896, na densa selva paraguaia, onde uma menina de três anos da etnia Aché sobrevive ao massacre de sua família, perpetrado por colonos brancos, e é batizada com o nome de Damiana por seus captores. Antropólogos do Museu de Ciências Naturais de La Plata, na Argentina, a convertem em objeto de interesse científico para seus estudos raciais. Em 1907, com 14 anos de idade, é internada em uma instituição psiquiátrica, onde a fotogravam nua dois meses antes de morrer de tuberculose. Depois de morta, os estudos sobre seu corpo continuam em La Plata e em Berlim. Cem anos mais tarde, um jovem antropólogo identifica parte de seus restos em um depósito do Museu. Sua cabeça é encontrada pouco depois no Hospital Charité de Berlim. A partir das fotografias existentes e dos registros antropológicos na Argentina e na Alemanha, o filme acompanha os Aché, que passam a exigir a repatriação de seus restos, para que sejam sepultados na terra de seus ancestrais.

Das Águas que Passam (Brasil, 2016, 23 min) – dir: Diego Zon

“Das Águas que Passam” acompanha o pescador Zé de Sabino. Em uma narrativa que se aproxima da natureza de seu trabalho e de suas relações com o local e as pessoas que o cercam, o curta-metragem retrata o silencioso cotidiano do pescador. A obra torna-se, assim, um registro observacional de uma comunidade pesqueira e a forte relação que mantém entre o trabalho e a natureza.

El Remolino (“El Remolino”, México, 2016, 73 min) – dir: Laura Herrero Garvín

O longa-metragem mexicano “El Remolino” focaliza dois irmãos moradores em uma pequenina comunidade de Chiapas que anualmente é atingida por fortes enchentes do rio Usumacinta. Pedro é um camponês que defende sua identidade e seus sonhos; sua irmã Esther luta por uma vida melhor para sua filha enquanto nos compartilha seu mundo através de uma pequena câmera. Para eles, a vida é como um redemoinho que dá voltas em seus ciclos internos e no grande ciclo da natureza.

Entremundo (Brasil, 2015, 25 min) – dir: Thiago B. Mendonça & Renata Jardim

O curta-metragem “Entremundo” focaliza o cotidiano de uma localidade descrita como o bairro mais desigual da cidade de São Paulo. Trata-se da chamada “Faixa de Gaza”, entre o sofisticado Morumbi e Paraisópolis, a segunda maior favela da capital paulista.

Esta é a Minha Selva (“Esta es Mi Selva”, Argentina, 2015, 20 min) – dir: Santiago Reale

“Esta é Minha Selva” retrata Bonifacio, um pequeno povoado argentino que foi devastado por uma inundação. No que restou desse desastre ambiental, dois jovens passam o tempo livre sobre os andando de bicicleta e caçando pássaro.

Estrutural (Brasil, 2016, 89 min) – dir: Webson Dias

“Estrutural” aborda conflitos ocorridos no Distrito Federal durante os anos 1990. No centro do documentário está a chamada invasão da Estrutural, iniciada ainda na década de 1960, quase que simultânea à construção da cidade de Brasília, nos arredores do que hoje é o maior lixão a céu aberto da América Latina. Moradores, políticos e militares apresentam seus pontos de vista sobre o passado e o presente da comunidade, numa síntese do processo de urbanização da capital federal. O longa-metragem de Webson Dias é fruto de uma pesquisa de mais de dez anos e utiliza material de arquivo, fotos e vídeos registrados pelos próprios moradores.

Fort Acquario (Brasil, 2016, 7 min) – dir: Pedro Diógenes

“Fort Acquario” discute a construção de um megaempreendimento que é apresentado como “um projeto turístico e de educação ambiental” e parte de um programa de revitalização da Praia de Iracema e do centro da cidade de Fortaleza. Com a iniciativa, os moradores, que vivem no local há mais de um século, correm o risco de serem removidos. O filme indaga: como revitalizar um lugar que já é vivo?

Galeria Presidente (Brasil, 2016, 19 min) – dir: Amanda Gutiérrez Gomes

O filme “Galeria Presidente” focaliza um centro comercial que é, ao mesmo tempo, espaço de convivência e de resistência cultural de imigrantes africanos que residem em São Paulo.

Micromundo em Uma Sacada (“Micromundo en Un Balcón”, Colômbia, 2016, 7 min) – dir: Lina Crespo e Gabriel Escobar

O curta-metragem “Micromundo em Uma Sacada” comprova que mesmo no meio de uma grande cidade existe todo um mundo que vale a pena ser explorado. Na obra dos colombianos Lina Crespo e Gabriel Escobar desfilam seres em constante movimento, com infinitas texturas, formas e cores.

Modo de Produção (Brasil, 2017, 75 min) – dir: Dea Ferraz

O longa-metragem “Modo de Produção” faz do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Ipojuca, em Pernambuco, seu personagem central. Um lugar por onde diariamente passa uma enorme quantidade de trabalhadores rurais com suas vidas talhadas pela cana. Relações de trabalho, aposentadorias, demissões, e um suposto desenvolvimento econômico-social que se avizinha: Suape, com seu complexo industrial portuário. O filme aponta os holofotes para uma decadente instituição e faz refletir sobre uma massa de trabalhadores à mercê de mecanismos burocráticos que transformam a vida em espera.

Não é Brincadeira (“No es Juego”, México, 2016, 1 min) – dir: Daniel Aviña

“Não é Brincadeira” mostra, através de jogos, o dano que fizemos para o o planeta em que vivemos. Comprova, assim, com apenas um minuto de duração, que o impacto ambiental de nossa sociedade não é brincadeira.

Não Respire – Contém Amianto (Brasil, 2017, 70 min) – dir: André Campos, Carlos Juliano Barros e Caue Angeli

Banido em cerca 70 países por causa de seu devastador poder cancerígeno, o amianto ainda não foi proibido em todo o Brasil, mesmo quando a Organização Mundial da Saúde garante que não há limite seguro de exposição a esse minério. O longa-metragem “Não Respire – Contém Amianto” denuncia como a indústria do amianto tenta vender a imagem de que o tipo de minério usado no bilionário mercado de telhas não é tão ruim assim. Para este fim, se utiliza de doações para campanhas políticas, financiamentos a pesquisas acadêmicas e investimentos em marketing.

Nueva Venecia (“Nueva Venecia”, Uruguai, 2016, 80 min) – dir: Emiliano Mazza de Luca

O longa-metragem “Nueva Venecia” traz uma história de realismo mágico no meio da maior lagoa da Colômbia. Entre o céu e a água, a pequena aldeia de Nueva Venecia, na região de Barranquilla, flutua em palafitas sobre a dor e as lembranças de um massacre. Como símbolo de resistência, a comunidade se reúne para construir sobre as águas seu único local de lazer: o campo de futebol.

O Jabuti e a Anta (Brasil, 2016, 71 min) – Eliza Capai

A seca em São Paulo é o ponto de partida do longa-metragem “O Jabutio e a Anta”, que traz uma reflexão sobre os impactos de nosso estilo de vida. Inquieta com as imagens dos reservatórios vazios no sudeste do Brasil, uma documentarista busca entender as obras faraônicas agora construídas no meio da floresta amazônica. Entre os rios Xingu, Tapajós e Ene, ecoam vozes de ribeirinhos, pescadores e povos indígenas atropelados pela chegada do chamado desenvolvimento.

O Mergulhador (“El Buzo”, México, 2016, 16 min) – dir: Esteban Arrangoiz

A obra tem como protagonista o mergulhador chefe do sistema de esgotos da Cidade do México. Ele conserta bombas e remove o lixo que entra na tubulação para liberar a drenagem das águas negras para fora da cidade. Seu trabalho ajuda a diminuir o risco de enchentes, um grande problema histórico da cidade.

O Vento Sabe que Volto à Casa (“El Viento Sabe Que Vuelvo A Casa”, Chile, 2016, 103 min) – dir: José Luis Torres Leiva

“O Vento Sabe que Volto à Casa” segue o documentarista chileno Ignacio Aguëro, que pesquisa atores e locações para seu primeiro filme de ficção na Ilha Grande de Chiloé, que fica no Oceano Pacífico e é a quinta em tamanho da América do Sul. Nas entrevistas de Agüero, os habitantes acabam falando sobre a difícil relação entre a população indígena local com os mestiços (descendentes de colonos) e o racismo que ainda perdura. Assim, o filme acaba por traçar um perfil de parte da comunidade nativa chilena, revelando também uma divisão social e étnica do território.

Osiba Kangamuke – Vamos Lá, Criançada (Brasil, 2016, 19 min) – dir: Haja Kalapalo, Tawana Kalapalo, Thomaz Pedro e Veronica Monachini

As crianças da aldeia Aiha Kalapalo, do Parque Indígena do Alto Xingu (MT), são as protagonistas do filme “Osiba Kangamuke – Vamos Lá, Criançada”. Elas nos mostram aspectos de sua rotina, sua cultura e sua íntima relação com a natureza. Da escola, onde aprendem do português até os rituais e a luta ikindene, os pequenos Kalapalo demonstram suas tradições com sutileza peculiar. A obra é uma produção coletiva de cineastas indígenas e não-indígenas, antropólogos e pessoas da comunidade Kalapalo.

Rio da Morte (Brasil, 2016, 19 min) – dir: Elizabeth Rocha Salgado

“Rio da Morte” exibe algumas das consequências do rompimento da represa de resíduos de minério de ferro, da propriedade da Samarco (uma joint venture dos gigantes de mineração BHP Billiton, da Austrália, e da brasileira Vale), ocorrido em novembro de 2016 em Mariana (MG). O desastre liberou 62 milhões de metros cúbicos de lama contaminada que desceram por 800 quilômetros de rio até chegar ao oceano Atlântico e custou a vida de 19 pessoas, além de desabrigar outras 1.200. A equipe do curta-metragem desce o rio Doce e visita os sobreviventes de sua morte.

Solon (Brasil, 2016, 16 min) – dir: Clarissa Campolina

Em um diálogo com as artes visuais, a performance e a ficção científica. “Solon” é uma fábula sobre o surgimento do mundo, apresentado a partir do encontro de uma paisagem devastada e uma criatura misteriosa.

Substantivo Feminino (Brasil, 2016, 60 min) – dir: Daniela Sallet e Juan Zapata

“Substantivo Feminino” resgata a história de duas mulheres pioneiras e fundamentais para a militância ambiental no Rio Grande do Sul e no Brasil. Mais do que isso, a atuação de ambas tive inserção internacional no movimento em defesa do meio ambiente. Giselda Castro e Magda Renner eram donas de casa quando começaram sua luta em 1964, com ações de cidadania junto à população carente, tendo percorrido o mundo, integrando organizações internacionais e o Comite de ONGs do Banco Mundial. Foram inclusive vigiadas pelo Serviço Nacional de Informações – SNI no período militar. O documentário revela peculiaridades dessas mulheres ricas que ousaram contrariar interesses econômicos.

Taego Ãwa (Brasil, 2016, 75 min) – dir: Henrique Borela & Marcela Borela

Na faculdade, uma dupla de cineasta encontrou cinco fitas VHS contendo registros culturais da tribo Ãwa, conhecidos como Avá-Canoeiros do Araguaia. Reunindo outros materiais, eles partem em busca do grupo, apresentando as imagens pela primeira. No longa-metragem, o grupo Ãwa narra sua trajetória de desterro e cativeiro em meio à luta por sua terra tradicional. Filmado na Ilha do Bananal e arredores, “Taego Ãwa” trata da invisibilidade de uma tribo que foi diversas vezes fragmentada e expulsa de seu território e ainda resiste.

Terminal 3 (Brasil, 2016, 25 min) – dir: Thomaz Pedro e Marques Casara

O curta-metragem “Terminal 3” se passa durante a construção das grandes obras para a Copa do Mundo FIFA de 2014 e um grupo de 150 homens foi encontrado em situação de trabalho escravo na construção do terminal 3 do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Eles haviam sido trazidos de vários estados do Nordeste por aliciadores a serviço da empresa OAS, responsável pela obra. Desses trabalhadores, mais de 50 foram alojados em uma pequena casa de dois cômodos, sem comida, sem colchões e sem dinheiro para a viagem de regresso.

Tlalocan, Paraíso da Água (“Tlalocan, Paraíso del Agua”, México, 2016, 29 min) – dir: Andrés Pulido

“Tlalocan, Paraíso da Água” se desenrola em torno de uma contradição: a Cidade do México já foi um lago, mas atualmente vive sérios problemas de falta de água. Com um rico material de arquivo, o curta-metragem apresenta um mosaico sobre a questão da água, passando por planejamento urbano, manejo de mananciais, enchentes e mudanças climáticas. Também lembra o dia em que um monólito, que representa uma divindade aquática pré-hispânica, foi transportado ao centro da capital mexicana.

Volume Vivo – De Onde Vem a Água? (Brasil, 2016, 23 min) – dir: Caio Silva Ferraz

O filme mostra como o modo de uso e ocupação do solo no Brasil, marcado fortemente pelo desmatamento, não considera os biomas locais e seus serviços ecossistêmicos. Por meio de entrevistas com especialistas, o documentário de Caio Silva Ferraz explica como o ritmo da água vem se alterando e impactando os ciclos de chuvas locais e a fixação de água no continente.

Acompanhe as notícias da Mostra Escola e da Mostra Ecofalante:

A 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é uma realização da ONG Ecofalante, do Ministério da Cultura, do Governo Federal e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. É uma correalização da SPCine e da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Tem patrocínio da Sabesp e da Pepsico, com apoio da Goodyear, White Martins, Guarani – Mais que açúcar e do Instituto Clima e Sociedade. É possível graças à Lei de Incentivo à Cultura e ao Programa de Apoio à Cultura (ProAC).
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